O que há de possível — e impossível — para a ciência em 'Planeta dos Macacos: O Confronto'

No filme do diretor Matt Reeves, macacos liderados por um chimpanzé inteligente vivem em uma aldeia, falam e têm expressões faciais semelhantes às humanas. Especialistas ouvidos pelo site de VEJA afirmam que algumas habilidades e comportamentos retratados no cinema até são possíveis, mas a maioria não passa de ficção.

Em uma das primeiras cenas de Planeta dos Macacos: O Confronto, lançado no Brasil na última quinta-feira, chimpanzés caçam com lanças, assustam-se e sentem medo. Liderados por César, um macaco inteligente, eles também são capazes de falar, viver em sociedades organizadas e enfrentar os homens. O filme, que se tornou o mais visto nos Estados Unidos desde sua estreia, há duas semanas, mistura ficção com alguns aspectos da realidade para contar a história da guerra que vai decidir qual espécie dominará o planeta: símios ou homens. Embora o filme não tenha a pretensão de ser fiel à ciência, o estudo da evolução indica que a ideia de que os primatas desenvolvam algumas das habilidades exibidas na tela não é tão inconcebível assim.

"Nossa espécie levou os últimos 50 000 anos para desenvolver os traços humanos modernos, como as emoções. No filme, os primatas tiveram um grande salto evolutivo em apenas uma década", diz o biólogo Danilo Vicensotto Bernardo, professor de arqueologia e antropologia do ICHI da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

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